O mercado de óleo&gás continua muito vivo. A forte demanda global pela petróleo ajudará a atenuar o aumento na produção dos Estados Unidos e a evitar uma queda novamente nos preços da commodity. Pelo menos é que acreditam as autoridades  de Energia da Rússia e da Arábia Saudita, dois dos maiores produtores mundiais. Os ministros de energia da Rússia e Arábia Saudita, Alexander Novak e Khalid al-Falih falaram em um painel durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao lado do secretário de Energia dos EUA, Rick Perry. Perry disse acreditar que o xisto dos EUA não se tornará um problema para a indústria mundial, uma vez que a demanda está aumentando rápido. A demanda brasileira por petróleo em 2018 terá a primeira alta desde 2014, conforme previsão apresentada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) por meio de seu relatório mensal

Na Arábia Saudita, os planos de Riad estão visando o futuro. Eles abrangem substituir o petróleo como base de sua economia.  Com este objetivo o país lançou vários projetos, inclusve nucleares. A economia da Arábia Saudita está entrando em uma época pós-petroleira em que as megalópoles do reino, algumas das quais ainda estão sendo construídas, proporcionarão ao país todos os recursos necessários.  Fahd Rasheed, diretor da Cidade Econômica do Rei Abdullah, – a primeira cidade do mundo em cotizar na bolsa,  disse em Davos que “No momento, nosso negócio é construir cidades Agora estamos falando sobre passar a uma economia pós-petroleira de serviços e acredito que estas megacidades sejam o motor econômico do futuro”.

Fahd Rasheed é responsável pela criação de uma cidade portuária e manufatureira no mar Vermelho, que se espera que ajude a melhorar as relações comerciais do reino com o resto do mundo. A cidade foi fundada em 2006, pelo então Rei Abdullah, da Arábia Saudita, mas este não é o único megaprojeto do tipo que a Arábia Saudita planeja construir. No fim de 2017, o governo anunciou sobre o início das construções de uma megacidade com o valor total de US$ 500 bilhões (R$ 1.618 trilhões) com o objetivo de diversificar sua economia. O projeto adquiriu o nome de NEOM e funcionará com energia 100% renovada. O projeto será financiado pelo governo do país e investidores privados.

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