Petrobras tenta pela segunda vez contratar sondas ancoradas

Sem conseguir finalizar licitação em curso, Petrobras lança RFI e estuda novo processo

A Petrobras deve abrir uma nova licitação para afretamento de duas sondas ancoradas, diminuindo as exigências técnicas requeridas. A realização de uma segunda concorrência vem sendo analisada pela área de Suprimento de Bens e Serviços, ligada à Diretoria de Assuntos Corporativos, depois que o processo iniciado em fevereiro não obteve sucesso.

notícia Brasil Energia sobre compra de sondas pela Petrobras

Disposta a mapear os tipos de unidades ancoradas disponíveis no mercado, a Petrobras lançou em setembro uma RFI (request for information), com a primeira licitação ainda em aberto. A consulta não especificava data para entrada em operação das unidades, mas requeria informações sobre o interesse das companhias, a disponibilidade de sonda e o tipo de unidade possível de ser ofertada.

Ainda que a Petrobras não confirme, o cancelamento da primeira licitação é dado como certo. Apenas a Seadrill, Ocean Rig e Dolphin apresentaram propostas, sendo que as três foram desqualificadas por diferentes motivos. As razões envolvem não só questões técnicas e financeiras como também o não atendimento do prazo requerido para a entrada em operação.

A Petrobras apostava que a licitação fosse atrair um número grande de participantes, mas as especificações técnicas requeridas para as unidades afetaram a atratividade do processo. Isso porque a maior parte das sondas com as características requeridas no edital foi sucateada por falta de contrato ou pertence a empresas de perfuração que estão ou estavam impedidas de participar das licitações da petroleira.

As estimativas de especialistas indicam que, para atender às exigências requeridas pela Petrobras, as perfuradoras teriam que investir algumas dezenas de milhões de dólares nas sondas, o que certamente acabaria refletido na taxa diária ofertada. O recebimento das propostas da licitação ocorreu em julho.

As duas sondas ancoradas serão utilizadas em campanhas de abandono e work-over e a proposta original é que estivessem prontas para operação em 2019. O prazo de afretado estipulado na ocasião foi de dois anos, com possibilidade de extensão por mais dois.

Publicação: Sinaval
Fonte: Brasil Energia – Claudia Siqueira